segunda-feira, 16 de julho de 2012

sem título

Aquela velha história de querer não mais pensar e só de pensar em não pensar, a gente já está pensando.
O verbo pensar vai estar sempre assim; no gerúndio. Será sempre uma ação em andamento, um processo(verbal) não finalizado.

E dizem por aí que uma pessoa totalmente livre é aquela que não tem medo do ridículo.
E eu digo que uma pessoa não é totalmente livre. Uma pessoa nunca será totalmente livre.
Não até ela não estar mais ligada a nenhum tipo de pensamento. Mas como?
O pensamento é algo muito maior que a gente. Ele sim tem liberdade. E a liberdade que ele tem impede a nossa.
Sinto muito te dizer, mas o pensamento faz o que quer, e não você.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

dessa vez

De dentro do ônibus, observo o desencontro da vida. De um lado, uns indo; do outro, uns voltando.
E penso que é assim mesmo. A dinâmica da vida é feita de partidas e chegadas. E foi isso que aconteceu com a gente.
Eu estava indo com tudo de um lado da pista, de bem com a vida;vidros do carro abaixados e, no rádio, as melhores músicas, ajudando a construir a trilha sonora daquele meu clipe.
Você acenou e eu aceitei em te dar carona.
Era só aquilo que você precisava naquele momento; alguém que te levasse a lugares diferentes dentro de você mesma. Um lugar que sempre tivera, mas que de tão mal frequentado, estava preto e branco.
E andamos por lá horas e dias. Rimos, brincamos, enfim, nos divertimos. E de repente, como num passe de mágica, tudo foi sendo colorido com as cores mais vivas que havia te emprestado.
E pronto, imaginamos mil coisas, fizemos mil planos. Tudo estava guardado no nosso caderno de memórias futuras. Tudo estava pronto, só estava esperando acontecer.
Mas quando percebeu que, sozinha, também poderia continuar colorindo, você, gentilmente, pediu que eu parasse o carro porque queria descer.
Fiquei te observando pelo retrovisor e me perguntando por que resolvi parar para te dar carona aquele dia.
Naquele momento, o que mais me intrigava não era exatamente se estava arrependida em ter parado o carro e ter te deixado entrar, mas sim, por que dei a você todas as minhas cores, as mesmas que hoje a vejo usando com outra pessoa.

(...)

Mas tudo bem. Consigo ver o lado bom de tudo isso e compreendo até o incompreensível.
É bom saber que fiz esse bem para você. Mas só queria que me agradecesse, entende?

Se ainda te interessa: comecei o meu processo de recomeço e comprei um novo carro. Agora é mais equipado e seguro.
Não sei se vai se sentir desconfortável,é que ele tem um sensor de proximidade que apita toda vez que algo que temo, se aproxima e, desde então, ele tem se mostrado bem eficaz.
Se ainda assim quiser, o banco do carona está disponível.
Mas veja bem: dessa vez, entre e não mexa em nada. Dessa vez, eu controlo o volume do rádio; da situação. Dessa vez, se você colocar o volume em um nível que não consiga atingir, imediatamente eu desligo o meu rádio para sempre.
Dessa vez, eu quero observar mais. Dessa vez, eu decido se abaixo ou não os vidros. Dessa vez, eu quem decide a hora da partida.
E dessa vez, principalmente, eu determino se é a hora ou não de frear.

sábado, 20 de agosto de 2011

precisamos

A gente precisa de coragem, fé e, sobretudo, de pessoas. Porque, às vezes, me sinto meio vazia de pessoas. Pessoas que não sabem que, quando chegam perto, fazem festa dentro da gente. Mas que para isso, não desprezam o meu lado nada alarmante e efusivo de ser; do jeito que gosta de chegar quieta, às vezes, sem que as borboletas precisem se afastar dali.

Há pouco percebi, mas há tempo carrego comigo uma borboletinha no indicador e uma sensibilidade que arde as costas...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

me dê um abraço, venha me apertar. tô chegando

será que é mesmo verdade essa coisa de que se as pessoas se distanciam, elas realmente se perdem uma para outra?
acredito que quando alguma coisa ou momento foi realmente bom, não se perde. o jeito de lidar com a situação vai estar sempre por ali, mesmo que escondida, mas está.
o jeito de amar, se de doar, de se dar nunca se perde, nunca vira pó.
nos relacionamentos sempre existe alguma coisa que sobra. sejam os toques, as palavras, os gestos ou, porque também não dizer a saudade. e quando sobra saudade, pode ser de 3 dias ou de 3 anos, quando há o reencontro, as pessoas sabem exatamente o que fazer com ela.
por isso, acredito que as coisas não se perdem, e sim que se camuflam, esperando o momento certo de dar o bote.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

"Compositor de destino; tambor de todos os ritmos"

É uma pena, ou não, mas hoje a gente anda cada vez mais preocupado com as urgências.
A gente quer tudo pra ontem. Culpa de quem? Da cultura agorista, talvez.
A gente quase morre de esperar e fazemos da dúvida uma tragédia quase que grega.
Essa pressa ainda vai nos levar a algum lugar; acreditamos.
Coitado do tempo: se der pra colocar a culpa nele, é claro não vamos hesitar.
Atropelamos tanta coisa e às vezes tanta gente com essa nossa mania desesperada de querer
chegar logo lá... aonde?
Nessa correria desenfreada à busca de não sei o quê, a gente acaba esquecendo que o
legal da vida é a surpresa; é justamente você não fazer a mínima ideia de qual será a resposta
para isso ou aquilo - let it be.
Mas a gente não é fácil, viu? Sabemos de tudo isso, mas e daí?
O que importa são as regras inconveniente que insistimos em criar.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

sobre estar só, eu sei

Penso, às vezes, que todo mundo deveria reservar um tempinho para si.
É bom colocarmos as coisas em ordem, esvaziar a gaveta; (re)organizar pensamentos.
Esses dias fiz isso, tirei um tempinho para mim. Depois que assisti a um filme, aproveitei a melancolia que a chuva carrega, abri um vinho e coloquei Cranberries para tocar.
Então, do nada, eu pensei: "caramba, eu me basto."
Pensei isso não com aquele pensamento pessimista de viver para sempre sozinha, e sim com um pensamento de que a gente não precisa se ocupar de pessoas o tempo todo, que estar só não é sinônimo de uma coisa ruim, e sim que, graças a Deus, podemos fazer escolhas.
Claro que ter alguém é ótimo, mas se realmente for o momento e não somente para fazer parte da estatística de pessoas não solteiras.
Como sugeriu a Martha Medeiros, "incertos são nossos amores, e por isso é tão importante sentir-se bem mesmo estando só".

Pois é, acho que as pessoas deveriam parar com essa mania absurda de sair por ai à procura de alguém, porque ficar sozinha, Deus me livre!
Também não é pra tanto.
Estou me sentindo tão bem com as minhas ideias impuras agora, que não estou nem um pouco afim de encontrar um desinfetante para eliminá-las.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

mente extensa dá nisso

Andei pensando coisas, entretanto não tenho a mínima ideia se isso é bom ou ruim.
Não consigo mais encostar minha cabeça no travesseiro sem que nenhuma pessoa me venha à mente. Antes, eram coisas, problemas, situações, o cotidiano de cada dia.
Hoje, entretanto, são pessoas que passeiam pela minha mente, que há muito tem-se feito de inquieta.
É estranho, mas ao mesmo tempo inevitável que eu conheça uma pessoa num dia e não vá dormir com ela no pensamento. Coisa mais doida essa de achar que é aquela ali, é aquela pessoa que tanto eu procurava e até então não achara. Fico perguntando por que, Deus, por que isso acontece constantemente comigo? Será que o medo de ficar para titia é tão grande, que já quero logo me livrar desse peso no primeiro encontro? Sei não, viu?
Às vezes acho que é a insegurança, aquela tão temida palavrinha.
Só que acho que no meu caso é pior, pois a insegurança é de mim mesma. Hã? Como assim?
Então, penso que de repente, sei lá, nunca vou conseguir fazer ninguém feliz, sabe por quê?
Porque além desse meu problema de me sentir insegura, carrego um outro que não falo para ninguém; o momento.
Sim, porque eu tenho esse "problema do momento" também. Nunca ouviu falar? Deixa eu explicar; é assim:
Passo um certo tempo com a pessoa e acho tudo muito lindo, agradável e coisa e tal. Daí, amanhã, não sei se quero aquilo de novo, porque tenho essa mania horrível de gostar do momento, do agora. Amanhã? Amanhã não sei se quero mais.
Então, por isso essa minha insegurança. Será que conseguirei ficar com alguém além de...agora?
Será que amanhã vou sentir a mesma coisa? Ou melhor, antes disso tudo: será que amanhã vou querer sentir isso de novo?

Não sei, sinceramente não sei por qual motivo, razão ou circunstância isso ocorre comigo.
Não sei se enjôo das pessoas, se não gosto de mesmice, sei lá o que é.
Mas quero saber já, quero saber ontem; tenho pressa.

Enquanto espero pela resposta, que não sei se será através de intervenção divina ou coisa qualquer, continuo a deitar e pensar em pessoas; são tantas, suspiro eu.

E penso: acho que minha mente é igual coração de mãe: sempre cabe mais um.





terça-feira, 26 de outubro de 2010

a tal clichê da liberdade

Quero a liberdade. Quero a mais gostosa sensação de poder fazer tudo e não ter a obrigação de dizer nada a ninguém.
De obrigação, já basta o trabalho. Sem ele, claro, não poderia desfrutar muita coisa boa dessa vida.
Bobo é aquele que diz que dinheiro não é tudo; que não traz felicidade. E aquela sua viagem maravilhosa, quem foi que pagou? Deus? Ora!
Quero a liberdade de chegar à casa e jogar as chaves sobre a mesa; de deixar o tênis na porta de entrada e a mochila perto do computador.
Falando assim, liberdade parece fácil e simples, não é? Mas é. Difícil e complicado é chegar até ela; esse de tudo um pouco que nos satisfaz.

sábado, 8 de agosto de 2009

quarenta segundos de experiência

Ainda não tinha me dado conta do quanto uma experiência, por mais singular que seja, muda completamente, ou senão mais da metade, o meu ponto de vista sobre determinado assunto.
Já passei por muitas, mas depois, só de pensar bastante sobre o ocorrido, eu cheguei a sutil conclusão de que todas as outras experiências não foram marcantes o suficiente; marcantes quando pensadas às quatro da manhã, depois de levantar subitamente da cama, com a sensação de uma arma apontada para mim.
Desço as escadas, um pouco descabelada, confesso; pego um copo e o encho de água. De repente, me vem à cabeça que aquela água que escorre para dentro do copo pode ser usada como metáfora, quando a minha experiência for descoberta.
Já faz um mês desde o ocorrido, mas não consigo esquecer. Tentei substituir, procurando outra coisa pra experimentar, mas não tem jeito.
Penso agora: já faz um mês desde quando aconteceu, mas faz seis meses, aproximadamente, que conheço o objeto de minha experiência.
Eu não sei se não esqueço porque foi traumática ou porque foi maravilhosa.
Dúvida cruel.

e não, não é de sexo que estou falando.

sábado, 13 de junho de 2009

Recado de uma viajante

Fiquei tanto tempo afastada, que quando fui fazer o login já tinha esquecido a senha.
É falta de tempo, memória ou desleixo com o blog?
Então, só vim aqui dizer que minhas férias serão dedicadas ao sociólogo canadense Erving Goffman.
Já tenho anotado o nome de seus livros e vou comprá-los em julho.
Quem quiser contribuir, tô dentro.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Entender antes de criticar

Muitos dizem não gostar de algo antes mesmo de conhecer. Na maioria dos casos, as pessoas repudiam só porque já ouviram falar coisas não muito boas a respeito de tal assunto, pessoa etc. Isso aconteceu comigo.
Nesse período da faculdade estou estudando a disciplina-mãe do curso: Teorias da Comunicação.
Como desde o primeiro período nunca ouvi ninguém elogiar a tal matéria, já entrei na sala, no primeiro dia de aula, com um ar de insatisfação total.
Já entrei sabendo que ia odiar a disciplina e o professor que estivesse ministrando-a.
Queria morrer logo nos 20 primeiros minutos de aula.
Quando saí de sala, não só eu, mas diversos colegas de classe reclamaram da aula.
Comentários ainda perduram, mas eu já mudei meu ponto de vista. Parei e pensei: por que eu, pelo menos, não tentava me interessar mais pela disciplina, ao invés de só critcá-la?
Então, comecei a estudar e percebi quanta coisa boa eu estava perdendo, deixando-me levar por comentários de um ou outro.
Passei a gostar tanto das teorias, que, a partir de agora, muitas coisas que leio e vejo sempre me remetem a algum autor de alguma das teorias.
Depois disso, até o meu comportamento/relação com a professora mudou...pra melhor, diga-se de passagem.
Com base no meu próprio comportamento, ficou claro como ignoramos muitas coisas sem antes de ao menos conhecê-las ou tentar nos interessar mais.
E também a partir disso, fiquei um pouco receosa em relação à quantas coisas eu deixei pra trás, com a simples justificativa de que era relevante.
Tentei vasculhar a caixinha da memória, com a esperança de encontrar algo que ainda valha a pena ser estudado, e por hora, não encontrei nada.

Fiquei certa de um coisa: com o tempo, a gente vai se fechando dentro da própria cabeça e tudo parece mais difícil do que realmente é. Não devemos perder a curiosidade por nada. Há muitos lugares para serem vistos e muitas pessoas para serem conhecidas.

domingo, 29 de março de 2009

Sempre na mídia

Tenho abandonado esse blog constantemente, embora não o tire da cabeça.
Sempre que vejo algo que valha a pena postar aqui, nunca estou perto do computador ou então, nunca tenho, em mãos, algo que escreva. Aí, aquela brilhante ideia de fazer uma analogia a algo, vai embora e nem que eu me esforce bastante, não consigo lembrar. Ainda mais que eu tenho um pequeno problema de memória. Tomei remédio durante dois anos, e o mais engraçado é que minha mãe tinha de ficar me lembrando de tomar o tal remédio. E aí, pergunto a vocês: o remédio fez efeito? Nãão!!! Enfim,...
Geralmente eu sempre lembro de escrever no blog, algo que eu vi no jornal. E como esse assunto não é velho e acho que nunca ficará, vamos ao Senado.
Parece que o dito cujo resolveu diminuir drasticamente o número de diretores. Depois dessa medida, acho que, finalmente(ou não), a crise chegou ao Senado. Eu só ainda não sei quantos diretores realmente fazem parte da administração da Casa. Já vi 131,141 e 181 nos jornais. Mas eu acho que agora eles resolveram establizar a coisa, dizendo que são "somente" 181, embora alguns ainda duvidem do número.
O primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fracos, ou melhor, Fortes, anunciou que o Senado amputou 50 cabeças!
E depois dessa, parece que vai ter gente lá que terá de dirigir o próprio carro, sem a mordomia de um motorista e também terá de cobrir os gastos de seus carros, como combustível, com o próprio dinheiro.
Agora sim, eles vão sentir o bolso doer, como o senador Tião Viana, que emprestou um celular da Casa - sem limite de gastos - para sua filha que viajou pro México e passou cerca de 15 dias por lá, falando às custas, até então, do Senado.

Povinho metido esse, hein...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Feedback

Sabe quando chega o momento de perguntar pra si mesmo se realmente todo esforço está valendo a pena?
Então... o meu chegou. E o ruim nessa história é que eu, definitivamente, não sei a resposta.
Fico na esperança de que isso será válido um dia e de que todo esforço realmente valerá a pena.
Mas fazer as coisas na base do "achismo" não dá.
A pressa é inimiga, mesmo. A gente faz tudo querendo um retorno ou uma resposta pra ontem.
Queríamos mesmo é ter a tecla "F5" dentro de nós. Seria ótimo fazer as coisas e vê-las atualizadas imediatamente. Mas, infelizmente, como não possuimos essa capacidade tecnológica, temos de viver em função do tempo e fazer tudo corretamente, ou pelo menos achar que estamos fazendo o certo, pra quando chegar o momento, a gente perceber que realmente valeu a pena.
E, se por um acaso, não ficar como planejamos, paciência.
É só colocarmos os carrinhos no ponto de partida, mais uma vez, e jogar os dados.

sábado, 7 de março de 2009

Coisas soltas

Por que a gente precisa tanto das coisas? É uma dependência diária que nem nos damos conta.
Tenho de ir à faculdade, mas pra isso, preciso de um transporte. Tenho de fazer compras, mas preciso de dinheiro ou qualquer outra coisa do tipo, que o substitua.
É como se tudo estivesse conectado, e qualquer coisa que interrompa, nos impossibilita de dar prosseguimento e finalizar a tarefa.
Isso vai desde acordar até dormir. Sim, porque pra levantar da cama, é preciso ter pés e acima de tudo, vontade.
Chega desse papo careta.

Então, estou escrevendo da minha terra de origem, digamos assim.
Cheguei sexta à noite, depois do trabalho. Peguei o ônibus das 20h40 e até que o motorista não era tão lerdo, porque eu já peguei alguns que só a misericórida.
Sentei na poltrona 27, janela. Passados cinco minutos que eu estava sentada, entrou um rapaz, bonito por sinal, e foi passando o olho atentamente nos números até achar o dele. Achou, era a poltrona 28, bem do meu lado.
Enquanto um silêncio estranho ficou entre nós - digo estranho porque parecia que ambos tínhamos algo pra falar - eu observava como a cidade era, de certa forma, bonita a 80km/h. E enquanto observava, fazia comparações com a vida e com as coisas que faziam parte dela.
Era como se o ônibus fosse eu, e as árvores, lojas, os carros, pedestres etc eram todas as pessoas que já passaram pela minha vida.
É muito bom refletir dentro de um ônibus em movimento. Ainda mais à noite, junto com as luzes da cidade.

Cheguei agora pouco de Niterói, mas antes estava no Jardim Botânico. Programinha de pai e mãe com saudade da filha que não mora mais eles. Exceto nos finais de semana.

Uma nota: preciso de um emprego que me deixe ter vida social e virtual, também. Só pra eu acompanhar uns blogs de cada dia.

Amanhã, logo cedo, vou a Niterói refazer meu exame de vista. Vão pingar um líquido maldito nos meus olhos e eu vou ter vontade de matar quem vai fazer isso. Já estou me preparando psicologicamente e sofrendo por antecipação, é claro. E logo depois, vou arrumar as coisas e seguir caminho rumo a Cabo Frio. Tem um trabalho me esperando por lá...
Beijos e se Dalai Lama permitir, escreverei antes das férias de julho.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Gozado, não?

Não querendo defender, mas a propaganda não tem só o papel de persuadir. Ela tem que vender, informar e persuadir. Então, acho que muitos que estão circulando por aí não estão cumprindo nem um terço desses três quesitos básicos. Alguém, por acaso, já teve a infelicidade de assistir na TV ou ouvir no rádio o comercial do "Enjoy"? Com um ex-bbb que, se eu não me engano, é o tal do Alemão.
Primeiro eu ouvi no rádio e achei péssimo. O cara não tem entonação nenhuma pra falar. Um horror! Aí, no dia seguinte, estava colocando o tênis pra ir à faculdade, foi logo pela manhã, quando, de repente, começa o tal comercial. Parei pra assistir com a esperança de que o da TV fosse melhor do que o do rádio. E nada! Os dois são péssimos! E o pior é que isso acaba com a imagem do publicitário, porque qualquer pessoa que vê aquilo ali na mídia, já acha que o trabalho não é tão difícil assim; que qualquer um é capaz de produzir uma peça.
Mas, como não é de comerciais ruins que eu quero falar, vamos ao que interessa!
Alguém lembra do comercial do Ministério da Saúde, em que o slogan era: "Fale com seu parceiro: sem camisinha, não dá"? Então, se um comercial ambíguo como esse foi parar na mídia, por que esses não foram?


É só ter paciência!

Quem procura, acha!


Não vi nada mais verdadeiro que isso até hoje!


Finalmente.

Pra tudo dá-se um jeito.
Essas peças são para pessoas que, assim como eu, concordariam que o slogan ideal pra Gretchen, que de candidatou para o cargo de prefeita de Itamaracá, nas eleições de 2008, seria: "é dando que se recebe". E o discurso dela, com certeza, deveria começar da seguinte forma: " Será uma camapanha muito abundamente, sem problemas de fundos..."
Tchau, pessoal.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Duas histórias: tudo está conectado

Até que hoje passei um dia bastante agradável. E o horário de verão até que deu uma ajudinha, porque só assim pra aproveitar mais um pouco do mar. Então, fui à Ilha do Japonês, aqui mesmo em Cabo Frio. Pra quem busca paz e tranquilidade, lá é o lugar ideal. Meus pais sempre vão pra pescar e como eu não curto muito, sempre fico em casa. Mas, hoje deixei a preguiça de lado e resolvi ceder às queixas do povo do canto de cá. Chegamos bem cedo por lá e estreamos o caixa de um dos quiosques. Meus pais, rapidamente, aprontaram todo o material de pesca e lá foram eles seguindo a minitrilha deixada pelos vestígios de estranha civilização, como diria o grande Chico.
Como essa história de pescaria realmente não enche meus olhos, preferi poupar meus pés e só resolvi passar pela trilha já no final, quando estávamos quando indo embora. Então, acomodei-me em uma das mesas e fiquei observando um trio de meninos jogando bola.
Do outro lado, meus pais foram muito bem recepcionados. A natureza foi bastante justa com ambas as partes.


Tanto pra eles, que estavam depois da trilha...

...quanto pra mim, que estava antes.
Só que engana-se quem pensou que eu fiquei sozinha de um lado. Estava era muito bem acompanhada de Hanna Schmitz e Michael Berg. Quanto mais o Michael me contava a história deles, mais empolgada eu ficava e queria ouvir mais e mais. Era tão instigante o jeito como ele me contava, que se resume um pouco assim: Michael, um adolescente de apenas 15 anos, tinha hepatite e um dia passou mal na rua e foi ajudado por Hanna, que era vinte anos mais velha que ele. Já recuperado, ele resolveu ir até à casa dela para agradecer e os dois acabaram se apaixonando. Mas isso não foi aqui,não. Foi na Alemanha, no final da Segunda Guerra Mundial.
Hanna marcou Michael pelo sexo e ele a marcou pela literatura. Isso ocorreu porque todos os encontros deles seguiam um ritual: tomavam banho, em seguida ele lia fragmentos de Goethe Schiller, entre outros, esó depois faziam amor.
Mas Hanna, uma mulher enigmática, diga-se de passagem, desapareu de repente e Michael acabou de convencendo de que eles nunca se veriam novamente.
Mas não foi bem assim. Eles se reecontraram num Tribunal. Ele, estudante de Direito que acompanhava um caso cometido por crimes de guerra, e ela, sentada no banco dos réus, acusada de ter cometido atrocidades num campo de concentração nazista.
A partir daquele reecontro, Michael tenta descobrir quem era a mulher que amou, e ele acaba percebendo que Hanna escondia um segredo mais grave que um homicídio...
Mas, a história não acaba aí, não. E como nem eu sei como ficou isso, vou pegar agora mesmo o livro pra terminar essa maravilhosa e surpreendente história de amor, vergonha e piedade, como descreveu o próprio autor.
E rapidamente, antes de partir, pedi licença ao céu pra registrar essa imagem:

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Faxina

Com todo esse clima de volta às aulas, eu acabei parando pra pensar numa coisa, que é muito comum nessa época do ano: entrada e saída de alunos, seja da escola ou faculdade.
É que, de um tempo pra cá, eu tenho observado a facilidade que as pessoas têm de entrar na nossa vida, muitas vezes pra bagunçar mesmo, e saem depois como se nada estivesse acontecido. Ou então, como se nunca tivesse nos conhecido. Estranho isso, não?
Tanta gente passa pela nossa vida e nem nos damos conta da grandeza disso. Algumas, em um determinado momento, se tornam tão importantes, que a gente já não se imagina sem elas. E de repente, a gente percebe que não sabíamos de fato o significado da palavra "importante". É verdade. Porque em alguns casos, aquela pessoa tão querida de alguns meses atrás, a gente já nem lembra mais o nome. Será que as pessoas estão se tornando descartáveis, ou será que o mundo está girando tão depressa, que o relacionamento como um todo, tende a acompanhar essa rapidez?
Acho que a verdade é que a cada dia que passa, o número de figurantes entre nós, aumenta. Tem tanta gente fazendo figuração na nossa vida. Ficam ali, imóveis, de vez em quando dão um sorriso, falam um "oi", mas não nos acrescentam em absolutamente em nada. E nós, na maioria das vezes muito comodistas, deixamos como está.
Agora, definitivamente, não quero mais isso pra mim. Ou é coadjuvante ou cai fora.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

"Conversa de botas batidas"

Ontem, meu sobrinho, de apenas 5 anos, mandou essa:

- Tia, o que é emoção?
(eu) - Ah! É como se ela fosse caracterizada por uma uma reação. Tipo, não tem quando você sente vergonha?
(sobrinho) - Aham...
(eu) - Então, é meio que uma emoção que você está sentindo naquele momento. É uma coisa rápida; passageira. Entendeu?
(sobrinho, ignorando solenemente a minha resposta, apontando para a tela da TV) - Tia, olha o que ele vai fazer agora...
Bom, não sei se a explicação estava correta, mas eu tentei e ele não deu a mínima.
Fiquei o dia todo com isso na cabeça, tentando descobrir de onde ele tirou aquilo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

é tudo novo, mas não de novo

Amanhã vou comprar algumas coisas que faltam pra eu começar a estudar, e é fato que encontrarei muitos pais desesperados com seus filhos nas papelarias, e vou lembrar, sem dúvida, do tempo que eu ia com o meu pai pra fazer a mesma coisa: comprar material escolar! Só tinha uma coisa que eu fazia questão: lápis de cor tinha que ser da Faber-Castell.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Negligência, não da minha parte

"Essas fotos estão um lixo!"
Assim é que fui mais ou menos recebida na segunda-feira, no trabalho. A editora chefe repetiu isso não sei quantas vezes.
Mas, não foi isso que me deixou chateada até hoje, e sim o fato de eu ter levado uma bronca por uma coisa que eu não fiz.
O rapaz chegou lá na quarta-feira passada, queria fazer tudo do jeitinho dele e eu pensei: quem sou eu para impedi-lo? Simplesmente o jogaram lá e eu tive de me virar nos 30 pra dar conta do meu serviço e dar uma de babá de um menino com aproximadamente 19 anos! Francamente.
E ele nem pra pedir desculpa. Então tá, né?!