quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Faxina

Com todo esse clima de volta às aulas, eu acabei parando pra pensar numa coisa, que é muito comum nessa época do ano: entrada e saída de alunos, seja da escola ou faculdade.
É que, de um tempo pra cá, eu tenho observado a facilidade que as pessoas têm de entrar na nossa vida, muitas vezes pra bagunçar mesmo, e saem depois como se nada estivesse acontecido. Ou então, como se nunca tivesse nos conhecido. Estranho isso, não?
Tanta gente passa pela nossa vida e nem nos damos conta da grandeza disso. Algumas, em um determinado momento, se tornam tão importantes, que a gente já não se imagina sem elas. E de repente, a gente percebe que não sabíamos de fato o significado da palavra "importante". É verdade. Porque em alguns casos, aquela pessoa tão querida de alguns meses atrás, a gente já nem lembra mais o nome. Será que as pessoas estão se tornando descartáveis, ou será que o mundo está girando tão depressa, que o relacionamento como um todo, tende a acompanhar essa rapidez?
Acho que a verdade é que a cada dia que passa, o número de figurantes entre nós, aumenta. Tem tanta gente fazendo figuração na nossa vida. Ficam ali, imóveis, de vez em quando dão um sorriso, falam um "oi", mas não nos acrescentam em absolutamente em nada. E nós, na maioria das vezes muito comodistas, deixamos como está.
Agora, definitivamente, não quero mais isso pra mim. Ou é coadjuvante ou cai fora.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

"Conversa de botas batidas"

Ontem, meu sobrinho, de apenas 5 anos, mandou essa:

- Tia, o que é emoção?
(eu) - Ah! É como se ela fosse caracterizada por uma uma reação. Tipo, não tem quando você sente vergonha?
(sobrinho) - Aham...
(eu) - Então, é meio que uma emoção que você está sentindo naquele momento. É uma coisa rápida; passageira. Entendeu?
(sobrinho, ignorando solenemente a minha resposta, apontando para a tela da TV) - Tia, olha o que ele vai fazer agora...
Bom, não sei se a explicação estava correta, mas eu tentei e ele não deu a mínima.
Fiquei o dia todo com isso na cabeça, tentando descobrir de onde ele tirou aquilo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

é tudo novo, mas não de novo

Amanhã vou comprar algumas coisas que faltam pra eu começar a estudar, e é fato que encontrarei muitos pais desesperados com seus filhos nas papelarias, e vou lembrar, sem dúvida, do tempo que eu ia com o meu pai pra fazer a mesma coisa: comprar material escolar! Só tinha uma coisa que eu fazia questão: lápis de cor tinha que ser da Faber-Castell.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Negligência, não da minha parte

"Essas fotos estão um lixo!"
Assim é que fui mais ou menos recebida na segunda-feira, no trabalho. A editora chefe repetiu isso não sei quantas vezes.
Mas, não foi isso que me deixou chateada até hoje, e sim o fato de eu ter levado uma bronca por uma coisa que eu não fiz.
O rapaz chegou lá na quarta-feira passada, queria fazer tudo do jeitinho dele e eu pensei: quem sou eu para impedi-lo? Simplesmente o jogaram lá e eu tive de me virar nos 30 pra dar conta do meu serviço e dar uma de babá de um menino com aproximadamente 19 anos! Francamente.
E ele nem pra pedir desculpa. Então tá, né?!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Um misto disso e daquilo

Nó. Essa é a pequena definição que eu posso dar a grande confusão que se forma na minha cabeça, dia e noite.
Pensamentos soltos; incompletos. Penso, muitas vezes, que eu não consigo expressar claramente o que sinto ou o que tenho a dizer, talvez. Ou então, quando consigo me expressar, sinto que sou meio grossa; direta - essa talvez seja a palavra-chave -, e tem muita gente que não gosta de ouvir certas coisas. Ou melhor, todos gostam de ouvir o que é bom, o que faz qualquer um se sentir bem. Não vejo assim. Não podemos enganar todos com a nossa simpatia de cada dia. Comigo, por exemplo, se alguém perguntar se isso tá bom ou bonito, vou ser sincera. Não fico procurando nenhuma "poesia ímpar" pra tentar disfarçar que eu não gostei de tal coisa.
Mas,por outro lado, penso que eu não preciso ser clara, sempre. Pelo menos pra mim. O fato de eu não ser uma pessoa explícita não quer dizer que eu não sinta, entende? Só eu entendendo já está de bom tamanho.
Acho um tanto desnecessário ter a "obrigação de me descrever" em um perfil. Dizer o que sinto ou o que sou em poucas palavras. Até porque há um limite de caractéres e não podemos ultrapassá-los. Então, temos de nos definir, num determinado espaço, tudo aquilo que somos ou que almejamos ser. Todo o nosso processo de metamorfose tem de ser bem restrito, digamos assim.
Creio que seja difícil, no meu caso, definir em um determinado espaço, um perfil que eu demorei 19 anos pra construir. E que sempre precisa de reformas. Porque eu penso que nós, seres humanos, temos de nos reciclar sempre. É como se fôssemos uma casa velha, mesmo. Mas, que não precisamos esperar só as datas comemorativas "para dar um jeito no visual".

Estava pensando aqui em uma resposta para esse nó mental, e cheguei a conclusão de que está tudo certo, ou não(rs). Isso se deve às mudanças que, não só eu, mas todos nós, estamos sujeitos todos os dias. E que sejam elas boas ou não, nos fazem ver, pensar e agir diferente, um dia após o outro.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Sabe a dignidade? Banalizou também...

Estava lendo algumas coisas no globo.com um dia desses, e achei a seguinte chamada " Americana que leiloa virgindade recusou U$$1,5 milhão de brasileiro".
Se eu não me engano estava na parte de "mundo bizarro", e se não estava, deveria estar!
Natalie Dylan, uma norte-americana(bonita, diga-se de passagem) de 22 anos resolveu leiloar a virgindade na internet. Que coisa, não?
A dita cuja disse que o que a motivou a fazer tal façanha, foi um artigo lido por ela, sobre a relação econômica entre a virgindade e a prostituição. Nesse artigo, ela esbarrou com o caso de uma peruana que leiloou sua virgindade, na desculpa de que precisava de dinheiro pra comprar remédio para os pais.
E o pior está por vir: Natalie afirmou que pensa transformar essa "história" em um livro acadêmico.
Aí, me desculpe, mas tenho de concordar com o grande Drummond: " há livros que foram escritos para evitar espaços vazios na estante".
E completando o trecho, há pessoas que vieram ao mundo apenas pra elevar o índice da estatística de crescimento populacional.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O que os olhos não veem...

Tenho notado, ultimamente, que preciso refazer meu exame de vista.
Uma vez com óculos, sempre com ele.
Antes não era assim. Enxergava, ou pelo menos achava que enxergava, normalmente. Não sentia dificuldade alguma.
Lia letras bem pequenininhas sem fazer esforço algum. Até que, há aproximadamente um ano atrás, eu comecei a sentir fortes e constantes dores de cabeça. Não queria contar para meus pais porque temia o uso do óculos. Mas não teve jeito, o incômodo era cada vez maior e eu tive que falar com eles. Rapidamente trataram de marcar uma visita ao oftamologista.
Chegando lá, colocaram um raio de um líquido amarelo nos meu olhos e pediram pra eu esperar um pouco. Eu pensei: ahá! Isso deve ser alguma estratégia adotada em todos os consultórios oftalmológicos... Se não bastasse aquele super aparelho totalmente estranho, com várias lentes, que já nos deixam assustados,eles também colocam esse treco na nossa vista e, é claro, quando chega a bendita hora de ter de dizer quais são as letrinhas e números que estão aparecendo na nossa frente, não enxergamos um palmo adiante do nariz!
Depois de todo esse sufoco, descobri que tinha apenas 0,5 em cada vista! Ou melhor, que não tinha! hahaha
Mas agora tenho certeza de que esse grau já aumentou... Ainda mais porque o trabalho não ajuda muito: leio muito por lá e passo bastante tempo em frente do computador.
É engraçado, antes, quando eu não usava, achava que exergava perfeitamente bem. Depois que passei a usar, percebi que aquele meio grau me fazia falta e eu nem notava.

Às vezes, é essa sultileza nos detalhes que me incomoda...Tantas coisas passam despercebidas. E tanta gente também.