sábado, 8 de agosto de 2009

quarenta segundos de experiência

Ainda não tinha me dado conta do quanto uma experiência, por mais singular que seja, muda completamente, ou senão mais da metade, o meu ponto de vista sobre determinado assunto.
Já passei por muitas, mas depois, só de pensar bastante sobre o ocorrido, eu cheguei a sutil conclusão de que todas as outras experiências não foram marcantes o suficiente; marcantes quando pensadas às quatro da manhã, depois de levantar subitamente da cama, com a sensação de uma arma apontada para mim.
Desço as escadas, um pouco descabelada, confesso; pego um copo e o encho de água. De repente, me vem à cabeça que aquela água que escorre para dentro do copo pode ser usada como metáfora, quando a minha experiência for descoberta.
Já faz um mês desde o ocorrido, mas não consigo esquecer. Tentei substituir, procurando outra coisa pra experimentar, mas não tem jeito.
Penso agora: já faz um mês desde quando aconteceu, mas faz seis meses, aproximadamente, que conheço o objeto de minha experiência.
Eu não sei se não esqueço porque foi traumática ou porque foi maravilhosa.
Dúvida cruel.

e não, não é de sexo que estou falando.

sábado, 13 de junho de 2009

Recado de uma viajante

Fiquei tanto tempo afastada, que quando fui fazer o login já tinha esquecido a senha.
É falta de tempo, memória ou desleixo com o blog?
Então, só vim aqui dizer que minhas férias serão dedicadas ao sociólogo canadense Erving Goffman.
Já tenho anotado o nome de seus livros e vou comprá-los em julho.
Quem quiser contribuir, tô dentro.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Entender antes de criticar

Muitos dizem não gostar de algo antes mesmo de conhecer. Na maioria dos casos, as pessoas repudiam só porque já ouviram falar coisas não muito boas a respeito de tal assunto, pessoa etc. Isso aconteceu comigo.
Nesse período da faculdade estou estudando a disciplina-mãe do curso: Teorias da Comunicação.
Como desde o primeiro período nunca ouvi ninguém elogiar a tal matéria, já entrei na sala, no primeiro dia de aula, com um ar de insatisfação total.
Já entrei sabendo que ia odiar a disciplina e o professor que estivesse ministrando-a.
Queria morrer logo nos 20 primeiros minutos de aula.
Quando saí de sala, não só eu, mas diversos colegas de classe reclamaram da aula.
Comentários ainda perduram, mas eu já mudei meu ponto de vista. Parei e pensei: por que eu, pelo menos, não tentava me interessar mais pela disciplina, ao invés de só critcá-la?
Então, comecei a estudar e percebi quanta coisa boa eu estava perdendo, deixando-me levar por comentários de um ou outro.
Passei a gostar tanto das teorias, que, a partir de agora, muitas coisas que leio e vejo sempre me remetem a algum autor de alguma das teorias.
Depois disso, até o meu comportamento/relação com a professora mudou...pra melhor, diga-se de passagem.
Com base no meu próprio comportamento, ficou claro como ignoramos muitas coisas sem antes de ao menos conhecê-las ou tentar nos interessar mais.
E também a partir disso, fiquei um pouco receosa em relação à quantas coisas eu deixei pra trás, com a simples justificativa de que era relevante.
Tentei vasculhar a caixinha da memória, com a esperança de encontrar algo que ainda valha a pena ser estudado, e por hora, não encontrei nada.

Fiquei certa de um coisa: com o tempo, a gente vai se fechando dentro da própria cabeça e tudo parece mais difícil do que realmente é. Não devemos perder a curiosidade por nada. Há muitos lugares para serem vistos e muitas pessoas para serem conhecidas.

domingo, 29 de março de 2009

Sempre na mídia

Tenho abandonado esse blog constantemente, embora não o tire da cabeça.
Sempre que vejo algo que valha a pena postar aqui, nunca estou perto do computador ou então, nunca tenho, em mãos, algo que escreva. Aí, aquela brilhante ideia de fazer uma analogia a algo, vai embora e nem que eu me esforce bastante, não consigo lembrar. Ainda mais que eu tenho um pequeno problema de memória. Tomei remédio durante dois anos, e o mais engraçado é que minha mãe tinha de ficar me lembrando de tomar o tal remédio. E aí, pergunto a vocês: o remédio fez efeito? Nãão!!! Enfim,...
Geralmente eu sempre lembro de escrever no blog, algo que eu vi no jornal. E como esse assunto não é velho e acho que nunca ficará, vamos ao Senado.
Parece que o dito cujo resolveu diminuir drasticamente o número de diretores. Depois dessa medida, acho que, finalmente(ou não), a crise chegou ao Senado. Eu só ainda não sei quantos diretores realmente fazem parte da administração da Casa. Já vi 131,141 e 181 nos jornais. Mas eu acho que agora eles resolveram establizar a coisa, dizendo que são "somente" 181, embora alguns ainda duvidem do número.
O primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fracos, ou melhor, Fortes, anunciou que o Senado amputou 50 cabeças!
E depois dessa, parece que vai ter gente lá que terá de dirigir o próprio carro, sem a mordomia de um motorista e também terá de cobrir os gastos de seus carros, como combustível, com o próprio dinheiro.
Agora sim, eles vão sentir o bolso doer, como o senador Tião Viana, que emprestou um celular da Casa - sem limite de gastos - para sua filha que viajou pro México e passou cerca de 15 dias por lá, falando às custas, até então, do Senado.

Povinho metido esse, hein...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Feedback

Sabe quando chega o momento de perguntar pra si mesmo se realmente todo esforço está valendo a pena?
Então... o meu chegou. E o ruim nessa história é que eu, definitivamente, não sei a resposta.
Fico na esperança de que isso será válido um dia e de que todo esforço realmente valerá a pena.
Mas fazer as coisas na base do "achismo" não dá.
A pressa é inimiga, mesmo. A gente faz tudo querendo um retorno ou uma resposta pra ontem.
Queríamos mesmo é ter a tecla "F5" dentro de nós. Seria ótimo fazer as coisas e vê-las atualizadas imediatamente. Mas, infelizmente, como não possuimos essa capacidade tecnológica, temos de viver em função do tempo e fazer tudo corretamente, ou pelo menos achar que estamos fazendo o certo, pra quando chegar o momento, a gente perceber que realmente valeu a pena.
E, se por um acaso, não ficar como planejamos, paciência.
É só colocarmos os carrinhos no ponto de partida, mais uma vez, e jogar os dados.

sábado, 7 de março de 2009

Coisas soltas

Por que a gente precisa tanto das coisas? É uma dependência diária que nem nos damos conta.
Tenho de ir à faculdade, mas pra isso, preciso de um transporte. Tenho de fazer compras, mas preciso de dinheiro ou qualquer outra coisa do tipo, que o substitua.
É como se tudo estivesse conectado, e qualquer coisa que interrompa, nos impossibilita de dar prosseguimento e finalizar a tarefa.
Isso vai desde acordar até dormir. Sim, porque pra levantar da cama, é preciso ter pés e acima de tudo, vontade.
Chega desse papo careta.

Então, estou escrevendo da minha terra de origem, digamos assim.
Cheguei sexta à noite, depois do trabalho. Peguei o ônibus das 20h40 e até que o motorista não era tão lerdo, porque eu já peguei alguns que só a misericórida.
Sentei na poltrona 27, janela. Passados cinco minutos que eu estava sentada, entrou um rapaz, bonito por sinal, e foi passando o olho atentamente nos números até achar o dele. Achou, era a poltrona 28, bem do meu lado.
Enquanto um silêncio estranho ficou entre nós - digo estranho porque parecia que ambos tínhamos algo pra falar - eu observava como a cidade era, de certa forma, bonita a 80km/h. E enquanto observava, fazia comparações com a vida e com as coisas que faziam parte dela.
Era como se o ônibus fosse eu, e as árvores, lojas, os carros, pedestres etc eram todas as pessoas que já passaram pela minha vida.
É muito bom refletir dentro de um ônibus em movimento. Ainda mais à noite, junto com as luzes da cidade.

Cheguei agora pouco de Niterói, mas antes estava no Jardim Botânico. Programinha de pai e mãe com saudade da filha que não mora mais eles. Exceto nos finais de semana.

Uma nota: preciso de um emprego que me deixe ter vida social e virtual, também. Só pra eu acompanhar uns blogs de cada dia.

Amanhã, logo cedo, vou a Niterói refazer meu exame de vista. Vão pingar um líquido maldito nos meus olhos e eu vou ter vontade de matar quem vai fazer isso. Já estou me preparando psicologicamente e sofrendo por antecipação, é claro. E logo depois, vou arrumar as coisas e seguir caminho rumo a Cabo Frio. Tem um trabalho me esperando por lá...
Beijos e se Dalai Lama permitir, escreverei antes das férias de julho.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Gozado, não?

Não querendo defender, mas a propaganda não tem só o papel de persuadir. Ela tem que vender, informar e persuadir. Então, acho que muitos que estão circulando por aí não estão cumprindo nem um terço desses três quesitos básicos. Alguém, por acaso, já teve a infelicidade de assistir na TV ou ouvir no rádio o comercial do "Enjoy"? Com um ex-bbb que, se eu não me engano, é o tal do Alemão.
Primeiro eu ouvi no rádio e achei péssimo. O cara não tem entonação nenhuma pra falar. Um horror! Aí, no dia seguinte, estava colocando o tênis pra ir à faculdade, foi logo pela manhã, quando, de repente, começa o tal comercial. Parei pra assistir com a esperança de que o da TV fosse melhor do que o do rádio. E nada! Os dois são péssimos! E o pior é que isso acaba com a imagem do publicitário, porque qualquer pessoa que vê aquilo ali na mídia, já acha que o trabalho não é tão difícil assim; que qualquer um é capaz de produzir uma peça.
Mas, como não é de comerciais ruins que eu quero falar, vamos ao que interessa!
Alguém lembra do comercial do Ministério da Saúde, em que o slogan era: "Fale com seu parceiro: sem camisinha, não dá"? Então, se um comercial ambíguo como esse foi parar na mídia, por que esses não foram?


É só ter paciência!

Quem procura, acha!


Não vi nada mais verdadeiro que isso até hoje!


Finalmente.

Pra tudo dá-se um jeito.
Essas peças são para pessoas que, assim como eu, concordariam que o slogan ideal pra Gretchen, que de candidatou para o cargo de prefeita de Itamaracá, nas eleições de 2008, seria: "é dando que se recebe". E o discurso dela, com certeza, deveria começar da seguinte forma: " Será uma camapanha muito abundamente, sem problemas de fundos..."
Tchau, pessoal.