segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

sobre estar só, eu sei

Penso, às vezes, que todo mundo deveria reservar um tempinho para si.
É bom colocarmos as coisas em ordem, esvaziar a gaveta; (re)organizar pensamentos.
Esses dias fiz isso, tirei um tempinho para mim. Depois que assisti a um filme, aproveitei a melancolia que a chuva carrega, abri um vinho e coloquei Cranberries para tocar.
Então, do nada, eu pensei: "caramba, eu me basto."
Pensei isso não com aquele pensamento pessimista de viver para sempre sozinha, e sim com um pensamento de que a gente não precisa se ocupar de pessoas o tempo todo, que estar só não é sinônimo de uma coisa ruim, e sim que, graças a Deus, podemos fazer escolhas.
Claro que ter alguém é ótimo, mas se realmente for o momento e não somente para fazer parte da estatística de pessoas não solteiras.
Como sugeriu a Martha Medeiros, "incertos são nossos amores, e por isso é tão importante sentir-se bem mesmo estando só".

Pois é, acho que as pessoas deveriam parar com essa mania absurda de sair por ai à procura de alguém, porque ficar sozinha, Deus me livre!
Também não é pra tanto.
Estou me sentindo tão bem com as minhas ideias impuras agora, que não estou nem um pouco afim de encontrar um desinfetante para eliminá-las.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

mente extensa dá nisso

Andei pensando coisas, entretanto não tenho a mínima ideia se isso é bom ou ruim.
Não consigo mais encostar minha cabeça no travesseiro sem que nenhuma pessoa me venha à mente. Antes, eram coisas, problemas, situações, o cotidiano de cada dia.
Hoje, entretanto, são pessoas que passeiam pela minha mente, que há muito tem-se feito de inquieta.
É estranho, mas ao mesmo tempo inevitável que eu conheça uma pessoa num dia e não vá dormir com ela no pensamento. Coisa mais doida essa de achar que é aquela ali, é aquela pessoa que tanto eu procurava e até então não achara. Fico perguntando por que, Deus, por que isso acontece constantemente comigo? Será que o medo de ficar para titia é tão grande, que já quero logo me livrar desse peso no primeiro encontro? Sei não, viu?
Às vezes acho que é a insegurança, aquela tão temida palavrinha.
Só que acho que no meu caso é pior, pois a insegurança é de mim mesma. Hã? Como assim?
Então, penso que de repente, sei lá, nunca vou conseguir fazer ninguém feliz, sabe por quê?
Porque além desse meu problema de me sentir insegura, carrego um outro que não falo para ninguém; o momento.
Sim, porque eu tenho esse "problema do momento" também. Nunca ouviu falar? Deixa eu explicar; é assim:
Passo um certo tempo com a pessoa e acho tudo muito lindo, agradável e coisa e tal. Daí, amanhã, não sei se quero aquilo de novo, porque tenho essa mania horrível de gostar do momento, do agora. Amanhã? Amanhã não sei se quero mais.
Então, por isso essa minha insegurança. Será que conseguirei ficar com alguém além de...agora?
Será que amanhã vou sentir a mesma coisa? Ou melhor, antes disso tudo: será que amanhã vou querer sentir isso de novo?

Não sei, sinceramente não sei por qual motivo, razão ou circunstância isso ocorre comigo.
Não sei se enjôo das pessoas, se não gosto de mesmice, sei lá o que é.
Mas quero saber já, quero saber ontem; tenho pressa.

Enquanto espero pela resposta, que não sei se será através de intervenção divina ou coisa qualquer, continuo a deitar e pensar em pessoas; são tantas, suspiro eu.

E penso: acho que minha mente é igual coração de mãe: sempre cabe mais um.





terça-feira, 26 de outubro de 2010

a tal clichê da liberdade

Quero a liberdade. Quero a mais gostosa sensação de poder fazer tudo e não ter a obrigação de dizer nada a ninguém.
De obrigação, já basta o trabalho. Sem ele, claro, não poderia desfrutar muita coisa boa dessa vida.
Bobo é aquele que diz que dinheiro não é tudo; que não traz felicidade. E aquela sua viagem maravilhosa, quem foi que pagou? Deus? Ora!
Quero a liberdade de chegar à casa e jogar as chaves sobre a mesa; de deixar o tênis na porta de entrada e a mochila perto do computador.
Falando assim, liberdade parece fácil e simples, não é? Mas é. Difícil e complicado é chegar até ela; esse de tudo um pouco que nos satisfaz.

sábado, 8 de agosto de 2009

quarenta segundos de experiência

Ainda não tinha me dado conta do quanto uma experiência, por mais singular que seja, muda completamente, ou senão mais da metade, o meu ponto de vista sobre determinado assunto.
Já passei por muitas, mas depois, só de pensar bastante sobre o ocorrido, eu cheguei a sutil conclusão de que todas as outras experiências não foram marcantes o suficiente; marcantes quando pensadas às quatro da manhã, depois de levantar subitamente da cama, com a sensação de uma arma apontada para mim.
Desço as escadas, um pouco descabelada, confesso; pego um copo e o encho de água. De repente, me vem à cabeça que aquela água que escorre para dentro do copo pode ser usada como metáfora, quando a minha experiência for descoberta.
Já faz um mês desde o ocorrido, mas não consigo esquecer. Tentei substituir, procurando outra coisa pra experimentar, mas não tem jeito.
Penso agora: já faz um mês desde quando aconteceu, mas faz seis meses, aproximadamente, que conheço o objeto de minha experiência.
Eu não sei se não esqueço porque foi traumática ou porque foi maravilhosa.
Dúvida cruel.

e não, não é de sexo que estou falando.

sábado, 13 de junho de 2009

Recado de uma viajante

Fiquei tanto tempo afastada, que quando fui fazer o login já tinha esquecido a senha.
É falta de tempo, memória ou desleixo com o blog?
Então, só vim aqui dizer que minhas férias serão dedicadas ao sociólogo canadense Erving Goffman.
Já tenho anotado o nome de seus livros e vou comprá-los em julho.
Quem quiser contribuir, tô dentro.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Entender antes de criticar

Muitos dizem não gostar de algo antes mesmo de conhecer. Na maioria dos casos, as pessoas repudiam só porque já ouviram falar coisas não muito boas a respeito de tal assunto, pessoa etc. Isso aconteceu comigo.
Nesse período da faculdade estou estudando a disciplina-mãe do curso: Teorias da Comunicação.
Como desde o primeiro período nunca ouvi ninguém elogiar a tal matéria, já entrei na sala, no primeiro dia de aula, com um ar de insatisfação total.
Já entrei sabendo que ia odiar a disciplina e o professor que estivesse ministrando-a.
Queria morrer logo nos 20 primeiros minutos de aula.
Quando saí de sala, não só eu, mas diversos colegas de classe reclamaram da aula.
Comentários ainda perduram, mas eu já mudei meu ponto de vista. Parei e pensei: por que eu, pelo menos, não tentava me interessar mais pela disciplina, ao invés de só critcá-la?
Então, comecei a estudar e percebi quanta coisa boa eu estava perdendo, deixando-me levar por comentários de um ou outro.
Passei a gostar tanto das teorias, que, a partir de agora, muitas coisas que leio e vejo sempre me remetem a algum autor de alguma das teorias.
Depois disso, até o meu comportamento/relação com a professora mudou...pra melhor, diga-se de passagem.
Com base no meu próprio comportamento, ficou claro como ignoramos muitas coisas sem antes de ao menos conhecê-las ou tentar nos interessar mais.
E também a partir disso, fiquei um pouco receosa em relação à quantas coisas eu deixei pra trás, com a simples justificativa de que era relevante.
Tentei vasculhar a caixinha da memória, com a esperança de encontrar algo que ainda valha a pena ser estudado, e por hora, não encontrei nada.

Fiquei certa de um coisa: com o tempo, a gente vai se fechando dentro da própria cabeça e tudo parece mais difícil do que realmente é. Não devemos perder a curiosidade por nada. Há muitos lugares para serem vistos e muitas pessoas para serem conhecidas.

domingo, 29 de março de 2009

Sempre na mídia

Tenho abandonado esse blog constantemente, embora não o tire da cabeça.
Sempre que vejo algo que valha a pena postar aqui, nunca estou perto do computador ou então, nunca tenho, em mãos, algo que escreva. Aí, aquela brilhante ideia de fazer uma analogia a algo, vai embora e nem que eu me esforce bastante, não consigo lembrar. Ainda mais que eu tenho um pequeno problema de memória. Tomei remédio durante dois anos, e o mais engraçado é que minha mãe tinha de ficar me lembrando de tomar o tal remédio. E aí, pergunto a vocês: o remédio fez efeito? Nãão!!! Enfim,...
Geralmente eu sempre lembro de escrever no blog, algo que eu vi no jornal. E como esse assunto não é velho e acho que nunca ficará, vamos ao Senado.
Parece que o dito cujo resolveu diminuir drasticamente o número de diretores. Depois dessa medida, acho que, finalmente(ou não), a crise chegou ao Senado. Eu só ainda não sei quantos diretores realmente fazem parte da administração da Casa. Já vi 131,141 e 181 nos jornais. Mas eu acho que agora eles resolveram establizar a coisa, dizendo que são "somente" 181, embora alguns ainda duvidem do número.
O primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fracos, ou melhor, Fortes, anunciou que o Senado amputou 50 cabeças!
E depois dessa, parece que vai ter gente lá que terá de dirigir o próprio carro, sem a mordomia de um motorista e também terá de cobrir os gastos de seus carros, como combustível, com o próprio dinheiro.
Agora sim, eles vão sentir o bolso doer, como o senador Tião Viana, que emprestou um celular da Casa - sem limite de gastos - para sua filha que viajou pro México e passou cerca de 15 dias por lá, falando às custas, até então, do Senado.

Povinho metido esse, hein...